28 de dezembro de 2010

Sem abrigo...

Numa noite escura
És o teu único amigo
E sozinho na rua
Procuras um abrigo.

O teu olhar frio
Gela qualquer coração
E olhando para ti apenas crio
Uma imagem de solidão.

Acordas cedo
Com o barulho do mundo.
E em qualquer esquina tens medo
De qualquer ataque profundo.

Quem te vê
Solta um olhar de desprezo
Como se preferisse nunca te ter visto.
Mas é mesmo assim, o mundo é feito disto.

Tens um olhar vazio
Mas uma alma cheia de memórias
E muitos dos que te olham
Não acreditam que já tiveste algumas glórias.

Enfim, a vida é assim
E ninguém a pode mudar
Tudo o que começa tem um fim
Que podem ser marcados por um simples olhar.